• Cientista político diz que candidato de Lula será favorito “rapidamente”

    No Blog da Cidadania

    O cientista político Alberto Carlos Almeida é autor do livro “A Cabeça do Brasileiro” (Editora Record, 2007), que possui uma pesquisa reveladora e dados estatísticos de excepcional amplitude a respeito do perfil do brasileiro. Almeida é professor da Universidade Federal Fluminense.

    Publicou os livros “Por que Lula?” (Editora Record, 2006); “Como são Feitas as Pesquisas Eleitorais e de Opinião” (Editora FGV, 2002); e “Presidencialismo, Parlamentarismo e Crise Política no Brasil” (Eduff, 1998).

    Alberto Carlos Almeida possui doutorado em Ciência Política pelo IUPERJ; foi pesquisador visitante na The London School of Economics; e coordenou as pesquisas eleitorais e de opinião do DataUff entre 1996 e 2002 e da Fundação Getúlio Vargas entre 2002 e 2005.

    Quer ler mais? Clique aquiCientista político diz que candidato de Lula será favorito “rapidamente”


  • EM LONDRES, DILMA É CALOROSAMENTE RECEBIDA PELO LABOUR PARTY

    O Cafezinho

    Por Mariana Noviello

    Dilma Rousseff esteve no Reino Unido na semana passada onde ela participou de um evento acadêmico o Brazil UK Forum, organizado pelos estudantes das prestigiadas universidades de Oxford e LSE, e também conversou com a mídia, mulheres na academia e na política.

    Talvez de maior relevância tenha sido o encontro de Dilma com a alta cúpula do Labour Party (Partido Trabalhista Britânico).

    Parlamentares trabalhistas não só prestaram solidariedade à Presidenta em relação ao impeachment e a Lula, mas também se mostraram preocupados com a democracia no Brasil.

    Emily Thornberry, portavoz do Partido em assuntos internacionais, twitou: “Hoje, tive a honra de me encontrar com Dilma Rousseff, ex-presidenta do Brasil. Discutimos como a democracia em seu país está comprometida”. EM LONDRES, DILMA É CALOROSAMENTE RECEBIDA PELO LABOUR PARTY


  • O que Temer não disse sobre os 2 anos de governo

    GNN Notícias

    [...] A cerimônia teve início às 15h no Salão Nobre do Palácio do Planalto, mas antes mesmo já foi marcada por polêmicas. Após o deslize do título "O Brasil voltou, 20 anos em 2", e a repercussão negativa, o convite para ministros e autoridades veio com outra nomenclatura: "Maio/2016-Maio/2018: o Brasil voltou".

    Ostentou de maneira exacerbada que houve uma queda na inflação e redução da taxa de juros. Juntou os números para preparar a cartilha "Avançamos - 2 anos de vitórias na vida de cada brasileiro", que foi o período de sua atuação desde que assumiu com a derrubada da presidente eleita Dilma Rousseff.

    Clique para continuar a ler.


  • Coloque seu e-mail para receber novidades e notificações do Blog.

    Junte-se a 799 outros seguidores

  • Recomendo leitura

Prevenção da Febre Amarela

Plano de Monitoramento Entomológico para a Prevenção da Febre Amarela na Cidade Japeri

Por Rildo Ferreira
Aedesaegypti

Introdução

 Em virtude das ocorrências de morte de primatas por Febre Amarela (FA) na Mata Atlântica da Região da Baixada Fluminense as cidades devem preparar um conjunto de ações para a prevenção da FA fazendo um bloqueio entre a zona Atlântica e a zona urbana das cidades evitando, assim, um surto de FA entre humanos atacando diretamente os transmissores do vírus, em especial seus criadouros fartamente encontrados em terrenos baldios e imóveis residenciais.

 Para Japeri, o bloqueio entomológico que se pretende demanda de uma ação fora dos padrões adotados para o controle do Aedes aegypti e pode ser compreendido pelas seguintes etapas:

  1. imunização dos agentes que atuarão na região de monitoramento.

  2. Pesquisa Entomológica com desenho cartográfico dos vetores.

  3. Identificação dos imóveis positivos para Aedes aegypti/albopictus, Sabethes e Haemagogus.

  4. Imunização dos residentes nas localidades pesquisadas.

  5. Monitoramento semanal dos imóveis positivados e dos dois imóveis imediatamente laterais.

  6. Borrifação de inseticida por meio aeroespacial para os casos de localidades com índice igual ou superior a 3% de infestação predial.

 A execução dessas ações visa essencialmente prevenir a entrada do vírus no cinturão urbano das cidades e, assim, evitar mortes por Febre Amarela entre a população da região.

Fundamentação

 Com o crescimento infelizmente ainda desordenado das cidades que compõem a Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, inclusive com avanço sobre este cinturão verde-atlântico, ocasionando inevitável aproximação do homem com animais silvestres e com a crescente onda de informações sobre mortes de primatas tem deixado em pânico os moradores da região levando-os a procurar os serviços de saúde e a exigir do poder público ações que possam tranquilizá-los.

 Ora, Ocorre com surpreendente frequência a notícia de mortes de primatas infectados com o vírus da FA no cinturão de Mata Atlântica na região da Baixada Fluminense ainda que pese o fato de que as instituições responsáveis tenham identificado apenas um como sendo pelo vírus da FA. Em contrapartida, notícias veiculadas pela imprensa mostram elevado número de primatas mortos por FA no Estado de São Paulo e o próprio ministro da saúde contribuiu para alarmar a população ao afirmar pela imprensa que “Morte de macacos é sinal de novo ciclo de febre amarelai”. O G1ii noticiou a morte de mais de 80 primatas na cidade de Jundiaí, em São Paulo. O mesmo Giii1 informou a morte de outros 7 primatas na cidade de Louveira, SP.

 No sítio da Fiocruziv um artigo esclarece:

O Brasil vivencia um dos períodos de maior mortandade de primatas da história devido à febre amarela silvestre no país, segundo a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr). Além das mortes pela infecção pelo vírus, autoridades suspeitam que macacos estejam sendo executados pela população pelo medo de transmissão da doença.

 Entretanto a diretora do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) e veterinária, Carla Campos afirma que esses primatas “assim como o homem, são hospedeiros do vírus e não reservatórios da doença. Os vírus ficam vivos neles por um período de tempo muito curto” (idem). Essa afirmação combinada com as alarmantes notícias veiculadas favorece e recomenda um trabalho preventivo, sobretudo para tranquilizar os moradores da região limite com a zona Atlântica.

Sobre a Febre Amarela

A primeira epidemia de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em Recife/PE, em 1685, e na Bahia no ano seguinte com 900 óbitos. A doença foi controlada e ficou por mais de um século sem registro de casos, mas em 1849, em Salvador, na Bahia, foram registradas 2.800 mortes. Neste mesmo ano, ocorreu a primeira epidemia no Rio de Janeiro, que acometeu mais de 9.600 pessoas e registrou 4.160 óbitos. Entre 1850 a 1899, a doença se alastrou por todo o país quando Emílio Ribas, diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo organizou a primeira campanha adotando medidas específicas contra o Aedes aegyptii.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os casos da doença no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana. O vírus causador e os sintomas clínicos da doença são os mesmos nos dois casos: a diferença entre elas é o mosquito transmissor. Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros. Nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Na febre amarela urbana, o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ao homem. O Brasil não registra casos desta doença desde 1942ii.

O vírus amarílico é o protótipo do gênero Flavivírus, da família Flaviviridae (amarelo em Latim). É um RNA vírus. Pertence ao mesmo gênero e família de outros vírus quecausam doenças no homem, tal como o Dengue, por exemplo.

Na forma silvestre, os primatas não humanos são os principais hospedeiros do vírus amarílico, principalmente os macacos pertencentes aos gêneros Cebus (Mac Alouatta (guariba), Ateles (macaco aranha) e Callithrix (sagui).

Os macacos Alouatta, assim como os Callithrix e Ateles, são muito sensíveis ao vírus e apresentam taxa de letalidade elevada. Já os Cebus infectam-se facilmente, mas apresentam baixas taxas de letalidade e geralmente desenvolvem imunidade.

Diversos mamíferos também são suscetíveis à doença, destacando-se os marsupiais e alguns roedores que funcionam possivelmente mostrado a participação do gambá, porco espinho e do morcego no ciclo silvestre da doença. Contudo, a importância epidemiológica destes animais na manutenção da doença ainda não é conhecida.

Na forma urbana, o homem se constitui no único hospedeiro. Os animais domésticos não parecem ser susceptiveis ao vírus amarílico. A infecção experimental destes animais mostra baixo nível de suscetibilidade, embora os cães desenvolvam resposta febril após inoculação periféricaiii.

Os vetores

sabethes

Sabethes (sp)

 Mosquitos do Gênero Haemagogus, particularmente da espécie janthinomys, e do Gênero Sabethes preferenciam (não exclusivo) se alimentar em primatas, hábito que fazem destes amplificadores do vírus de FA. No Brasil, o principal vetor é o Aedes aegypti. Ainda não se sabe do papel do Aedes albopictus na transmissão do vírus, mas mantê-lo sob vigilância e controle é essencial para evitar descobrir pela maneira mais trágica da sua capacidade de transmissibilidade.

haemagogus

Haemagogus (sp)

 Para a situação do momento é essencial fazer uma cartografia vetorial nas localidades que fazem a transição entre a zona urbana e a Mata Atlântica para que seja feito um monitoramento vetorial e, assim, fazer um bloqueio impedindo uma possível entrada do vírus na zona urbana.

O laboratório de Entomologia alerta para a presença de mosquitos da tribo Sabethini em Japeri. É comum encontrar entre larvas de Aedes e Culex larvas de Limatus durhami (da tribo Sabethini, o que leva a suspeita de existir outros gêneros, incluindo o Sabethes).

O que se propõe

Diante do inusitado aparecimento de um primata morto por vírus da FA na Reserva Biológica de Tinguá obriga as cidades circunvizinhas a tomarem medidas preventivas para evitar a reintrodução do vírus nas zonas urbanas, diante disso, o Laboratório de Entomologia propõe a realização de um CINTURÃO DE BLOQUEIO ENTOMOLÓGICO numa região que compreende toda a faixa limítrofe da cidade Japeri com a Mata Atlântica desde Beira Rio, em Japeri, até Laranjal, nos limites com a cidade Queimados. As localidades e os setores censitários compreendidos nesse cinturão estão descritas no quadro abaixo por classificação de risco, por bairro e apresenta a quantidade de imóveis a serem visitados e uma estimativa da quantidade de pessoas a serem monitoradas.

tabela
Quadro demonstrativo dos setores censitários a serem trabalhados na prevenção da Febre Amarela
Fonte: Reconhecimento Geográfico | Olício Silva

Um bloqueio entomológico exige uma modalidade de trabalho semelhante ao Levantamento de Índice mais Tratamento (LI+T) já praticado nos tempos da antiga Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) e, posteriormente, pela Funasa. Trata-se de visitar TODOS os imóveis dos setores dentro da margem com largura de até 600 metros do limite das localidades que margeiam a Mata Atlântica desde Beira Rio, em Japeri, até Laranjal, em Engenheiro Pedreira, limite com a cidade Queimados para o centro urbano.

O objetivo do LI é fazer a cartografia vetorial entomológica identificando todos os imóveis positivos para esses vetores descritos. Esses imóveis serão objeto de monitoramento a fim de manter controle sobre o inseto. Tratar todos os depósitos é fundamental para iniciar um controle biológico atacando as larvas evitando que o inseto se torne adulto. A identificação do imóvel positivo também servirá para que a equipe de Vigilância Epidemiológica adote medidas necessárias de controle e monitoramento das pessoas mais susceptíveis à picada do mosquito e, consequentemente, aos vírus transmitidos por eles.

Durante a visita o agente deve procurar por focos de mosquito tanto nas residências quanto nos quintais e terrenos baldios. O rigor da procura deve ser máximo. Encontrando ou não foco de mosquito o agente deve tratar todos os depósitos que possam se tornar criadouro de mosquito. Encontrando foco, o agente deve coletar amostras num total de até 10 exemplares por depósito foco, identificar o foco no boletim apropriado e remetê-lo ao laboratório para identificação dos exemplares e catalogação cartográfica.

Identificado o imóvel positivo, e os imóveis imediatamente laterais, passam a ser objeto de monitoramento semanal em virtude da exposição dos residentes aos vetores tornando-os susceptíveis a contrair vírus por eles transmitidos. No momento da visita o agente deve procurar saber se a família residente no respectivo imóvel foi vacinada contra FA. Não o sendo a equipe de imunização deve adotar as medidas necessárias para fazê-lo. Ao mesmo tempo o agente deve fazer um trabalho de educação sanitária de modo preventivo. Nas localidades que apresentarem índice de infestação predial igual ou superior a 3% deve-se adotar a aspersão de inseticida por meio aeroespacial de Ultra Baixo Volume-UBV para reduzir a densidade dos vetores reduzindo riscos de transmissibilidade.

Não se faz necessário a captura de mosquitos adultos para efeitos de controle do inseto, salvo para diagnostico de mosquito infectado pelo vírus. Conhecendo os vetores, sabendo de sua ecologia, precisamos atacar fundamentalmente sua fase larvária. Entretanto, sabendo das dificuldades de se ter acesso à TODOS os depósitos naturais da região bloqueio, será fundamental a presença regular do serviço de aspersão de inseticida aeroespacial, medida de controle do mosquito adulto.

No cinturão de bloqueio entomológico deve-se dar atenção especial às borracharias, aos ferros-velhos e aos terrenos baldios se existirem. Esses ambientes são formidáveis para a proliferação dos vetores da FA, pois agrupam muitos e potenciais criadouros de mosquitos com muitos dias de repouso favorecendo o completar do ciclo vital do inseto. Sendo necessário o poder público deve adotar medidas enérgicas para tornar esses ambientes desfavoráveis à proliferação dos mosquitos vetores.

mapajaperi

Mapa de definição das áreas de risco para Febre Amarela (em círculos)
Fonte: Reconhecimento Geográfico

 De acordo com o quadro demonstrativo dos setores censitários a serem trabalhados na prevenção da febre amarela, o cinturão bloqueio definido pela equipe de Reconhecimento Geográfico estão compreendidos na faixa destacada no mapa acima e classificadas em baixo, médio e alto riscos.

Conclusão

 O bloqueio entomológico é uma ação preventiva para evitar que o vírus da FA seja introduzido no centro urbano de Japeri. Sua eficácia depende muito da interdisciplinaridade entre os mais variados serviços do poder público. A equipe de Vigilância Epidemiológica monitorando os susceptíveis; a Secretaria de Obras com limpeza dos terrenos baldios em situação crítica; a equipe de Educação em Saúde com informações e ações educativas esclarecendo os munícipes sobre a situação; os Agentes Comunitários de Saúde visitando regularmente as casas identificadas positivas para os vetores e os Agentes de Controle de Endemias com ações de pesquisa e combate aos vetores.

 A situação exige um alerta constante de todos os setores e as medidas necessárias executadas de pronto. Trata-se de evitar que o município seja o precursor da reintrodução do vírus amarílico na zona urbana. O cinturão de bloqueio entomológico é uma zona de monitoramento e ataque aos vetores da FA numa faixa territorial que compreende dezenove (19) setores censitários nos limites da cidade com a Zona de Mata Atlântica das cidades Paracambi, Miguel Pereira, Nova Iguaçu e Queimados.

 Todo trabalho executado nesta fase inicial deverá ser repetido pelo menos 6 meses depois para verificação e aferição dos resultados.

Japeri, 10 de janeiro de 2018.

Rildo Ferreira dos Santos

Pedagogo | Técnico Entomologista
Matrícula MS 0516167
29.3 CtrlN

Referências

i Manual de Vigilância Epidemiológica da Febre Amarela, Brasília, 2004. ?? Disponível em https://goo.gl/DH7hbU

ii FIOCRUZ. Disponível em https://goo.gl/TPKgcE

iii Manual de Vigilância Epidemiológica da Febre Amarela, Brasília, 2004. ?? Disponível em https://goo.gl/DH7hbU

iv FIOCRUZ. Disponível em https://goo.gl/TPKgcE

O amor é para sempre Flamengo

UrubuMinha querida torcida Rubro Negra. Ouvi protesto afirmando que o amor acabou e que a Ilha do Urubu seria um inferno. Convenhamos! A quem interessa jogar a torcida contra seu time? Que amor é esse que só dura se os resultados forem positivos? Você que é torcedor do Flamengo e ama esse clube não pode entrar nessa onda inicitada pela imprensa brasileira.

Comentaristas que “entendem” muito de futebol, tanto que deixaram o esporte de lado e foram ser comentaristas porque melhor status, maior remuneração talvez, elegem culpados e passam a fazer uma campanha afinca contra determinados jogadores e contra o técnico como se suas preferências fossem resolver o problema do time. Não vão. Falam de Roger Machado para substituir Zé Ricardo, mas Roger tem estado em vários times com grande elenco, como foi no Atlético Mineiro, e não obteve sucesso. Dorival Júnior foi demitido do Santos porque o time não avançava e foi para o São Paulo. O tricolor paulista continua patinando porque o jogo do time não encaixa. Cuca chegou ao Palmeiras como o melhor técnico da atualidade e o time também patina com maus resultados. Será que a solução do Flamengo é trocar de técnico?

Hoje, pelas condições construídas pelas críticas desmedidas, talvez seja necessário que Zé Ricardo se preserve.  Talvez, por sua integridade, se faça necessário afastar-se do clube, mas tenho dúvidas se com chegada de um novo técnico venham imediatos resultados positivos. De qualquer maneira, o clima criado aumenta a instabilidade no clube e, consequentemente, no time. Diego precisa jogar mais, mas ele é um grande jogador e chegou a ser o melhor do time. No momento apresenta algumas dificuldades, mas será que precisamos instabilizar o emocional do jogador? Vaiando Diego vamos faze-lo jogar mais? Nós formamos a maior nação de torcedores no Brasil. Temos orgulho disso. Podíamos ser também a torcida que melhor recebe torcedores visitantes; a torcida que promove a paz nos estádios e nas ruas; a torcida criativa que incentiva o time com cantos variados, mas jamais uma torcida que diz que o clima vai ser infernal caso o time não apresente resultados positivos. É ruim, eu sei. Resultados negativos geram intrigas, chacotas, mas se apoiamos o time vamos sair rápidos dessa situação. Piorar o ambiente não vai ajudar em nada.

O amor que sentimos pelo Flamengo precisa ser incondicional ou não será amor, mas puro jogo de interesses. Não precisamos concordar com comentaristas de televisão só para ter mensagem visualizada na tela da TV; não precisamos entrar na “onda” de “exigir” troca de jogadores porque eles querem. Precisamos confiar na capacidade de quem ta dia-a-dia treinando técnica e taticamente o elenco para obter o melhor time e, com nosso apoio, os melhores resultados. O que precisamos entender é que só perde gol quem tenta fazer gol; só não erra quem está no banco e não estamos vendo ninguém no time fazendo corpo-mole. A hora é de mostrar que de fato AMAMOS o Flamengo apoiando o time, a comissão técnica e a direção. Clima tenso e instabilidade só interessa aos adversários.

Um dia depois

dcmOntem muito atarefado e ausente da internet não fiz uma homenagem ao jornalista Paulo Nogueira de quem aprendi a gostar e a acompanhar através do Diário do Centro do Mundo – DCM. Apesar de já se ter passado mais de 24 horas o faço agora deixando aqui expresso meus sentimentos de pesar à família e aos amigos. Paulo foi, para mim, um grande defensor da Democracia e do Jornalismo essencialmente factual.

O Brasil perde um grande Jornalista e os aspirantes ao jornalismo tem um dever de analisar seu legado para recuperar o prestígio da profissão.

Particularmente sentirei falta de seu trabalho.

A inocência estúpida da esquerda

P2

Policiais camuflados de manifestantes. Eles provocaram os quebra-quebras.

Aos poucos a gente vai descobrindo como agem os fascistas. Muito provavelmente os policiais que atiraram nos manifestantes que defendem a Democracia e seus direitos trabalhistas são os mesmos que fornecem armas e munição para o crime organizado. Agora nos apareceu a informação de que esse grupo (foto) não são manifestantes em defesa da Democracia e dos direitos trabalhistas, mas policiais que infiltrados provocam a baderna propositada para justificar a ação violenta, criminosa e servil da Polícia Política Militar.

Mas isto também revela uma outra face: a inocência estúpida da esquerda no Brasil. Geralmente esses movimentos não possuem apenas uma liderança. São muitas, até para dificultar a ação dos repressores. Entretanto os manifestantes não podemos nos permitir não ficar vigilante e denunciar possíveis suspeitos de estarem infiltrados e até agir energicamente para expulsá-los do movimento. nota: agir energicamente não significa ser violento como eles, mas exigir que se coloquem do lado oposto para evitar que provoquem o tumulto e a desordem que sempre fazem.

Não é de estranhar que policiais corruptos se prontifiquem a lutar contra o povo. O objetivo deles é garantir o direito de praticar a corrupção sem serem molestados, ainda que para isto usem da arma fornecida pela corporação para atirar impiedosamente contra manifestantes… desarmados. Me dizem os arautos da ordem e da “justiça”: mas os manifestantes atiram paus e pedras. Ora! Comparar paus e pedras com um projétil de chumbo que pode matar instantaneamente se mostra um tanto desproporcional. Não há confronto entre um grupo de manifestantes contra a polícia. A Polícia usa desse argumento para praticar o que chamamos de limpeza social. Eles estão a serviço de uma casta comprovadamente corrupta. Basta ver o que se passa no Congresso Nacional; na insistência do presidente golpista em se manter no governo e nas ações do juizeco de Curitiba. Não. Eles não lutam contra a corrupção. Prova disso foi que Sérgio Moro acaba de declarar inocente a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha por falta de provas, mas a obrigou a devolver meio milhão de Reais por ser fruto de roubo. Como assim falta de provas se o que ela vai devolver, segundo a vossa interpretação, Sr. juiz, é produto de roubo?…

Então a polícia política está a serviço da proteção aos corruptos e pelo direito de praticarem a corrupção sem serem incomodados. Daí se infiltram nas manifestações e agem propositadamente para causar o rebuliço que justifique a ação criminosa da Polícia política. Nós precisamos nos manifestar -e domingo tem mais na praia de Copacabana- olhando atentamente os que estão do nosso lado e, ao identificar atitudes suspeitas, denunciar imediatamente para que os manifestantes o coloquem no seu devido lugar. Se possível, desarmando-o, desmascarando-o e expondo-o ao público para que sua caricatura seja persona non grata nas manifestações. Nós podemos fazer isto. O que me causou estranheza é que esse grupo de policiais se articularam tranquilamente entre os manifestantes e mesmo o sujeito que os fotografou não os denunciou para que a massa pudesse expulsá-los de lá.

Precisamos estar mais atentos. Não podemos nos permitir a erros tão infantis ou estaremos fadados a implosão dos movimentos em defesa da Democracia, pelas Diretas Já!, e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

 

Fascismo, moro e essa molecada do mbl.

fascismoO fascismo se adapta aos modismo como um camaleão e se apropria de símbolos e elementos históricos do grupo que ele quer dominar. O objetivo é chegar o poder e seu discurso é inovador, revolucionário e cativante, mas assim que chega ao poder torna-se extremamente autoritário, hierárquico e trabalha para a manutenção do status quo desde que se submentam à sua autoridade (Rodrigues, disponível em https://youtu.be/I4wJ8iTqgVY). Vocês se lembram do mbl (movimento Brasil livre) se apropriando dos movimentos do MPL (Movimento do Passe Livre)? Vocês se lembram de como eram revolucionários e como arrebanharam dezenas de simpatizantes? Pois o mbl reúne um bando de inconsequentes como Fernando Holiday, que se elegeu vereador em São Paulo e Kim Kataguiri, com a promessa de livrar o Brasil da corrupção, logo eles que jamais trabalharam em suas vidas.
Continuemos…
Fascismo é uma mistura de ideias políticas que vai da extrema esquerda à extrema direita, portanto, contraditório. Humberto Eco vivenciou e nos deixou sua compreensão do fascismo dizendo-nos que eles se apresentavam na Itália como revolucionários, mas apoiavam a monarquia; anunciavam lealdade ao exército, mas tinham sua própria milícia; discursavam como religiosos e tinham no cristianismo a base para a bondade e a caridade, mas ao mesmo tempo ofereciam uma educação xenofóbica, etnofóbica, violenta e opressora. Recentemente Fernando Holiday, vereador em São Paulo, invadiu uma escola pública paulista para “fiscalizar” possível doutrinação marxista por parte dos professores (Veja em https://goo.gl/g8Lqkj ). O movimento desse grupo que se iniciou em junho de 2013 chegou a apresentar como slogan “Deus, pátria e família”. Membros do movimento ostentavam cartazes com dizeres “menos Paulo Freire”, o maior educador brasileiro e mais lido no mundo. O mesmo grupo que atacava com discursos revolucionários jamais brandiu uma única palha contra os corruptos da direita minoritária, mas potentosa com aliança mídia-direita e judiciário, a mesma direita que fez uma reforma que empobrece o ensino fundamental e médio no Brasil, suprimindo ou facultando o ensino de disciplinas fundamentais para a formação acadêmica do estudante.
Paxton (?)¹, em A Anatomia do Fascismo, nos revela que o fascismo teve seu êxito inicial com “meliantes que chegaram ao poder numa época de decadência moral” e que nem a psicanálise soube explicar por qual razão “se alguns líderes do fascismo eram de fato loucos, seu público os adorava”. Chegamos ao juiz de Curitiba, Sergio Roberto Moro. Sim, porque só sendo louco para jogar no limbo uma carreira conquistada, sabe-se lá como, mas que lhe permitia ser um Jurista e não um justiceiro, para fazer Justiça e não justiçamento. Ou seja, ele poderia optar por equalizar as desigualdades, mas optou por outro caminho. Foi ele que aboliu o Estado de Direito para praticar seu justiçamento. E Paxton revela que o fascista tem preocupação obssessiva com o declínio comunitário, com a vitimização, a humilhação e adota cultos de compensação de unidade, energia e pureza associando-se às elites rompendo com a liberdade democrática e o Estado de Direito e passam a perseguir pessoas, grupos e/ou instituições, usando de uma violência redentora, sem limites éticos e legais em nome de uma limpeza interna e uma expansão externa (Rodrigues).
Se lembram de como foi a condução coercitiva do presidente Lula? Obersevem o modus operandi e me digam se não houve violência desnecessária. O próprio presidente Lula reclamou com o autor do mandato de condução coercitiva. Esta, na Lei, só deveria acontecer caso o convidado a depor se negasse a fazê-lo, mas não houvera, até ali, nenhum convite ao presidente Lula para depor, logo, sem necessidade da condução coercitiva. Correlacionem a teoria de Paxton com as ações de Sérgio Moro e vejam se não houve ruptura da liberdade democrática e ruptura do Estado Democrático de Direitos em nome do combate à corrupção. Esse discurso, entretanto, opõe-se diametralmente às suas práticas, pois aliou-se à elite brasileira levando ao poder meliantes investigados pela justiça com provas cabais de crimes de corrupção. Para alcançar seu intento não teve pudor em ignorar os limites da ética e da legalidade jurídica da qual deve pautar suas ações enquanto Juiz de Direito.
Paxton também ressalta que o fascismo usa da retórica apoiada no sentimento de grave crise fora do alcance de soluções pelos meios tradicionais (voto livre, Democracia, Estado de Direito) e apontam sugestão como representação política única por partido de massa organizado hierarquicamente com ideologia sustentada pelo discurso do líder que sozinho é capaz de determinar valores, ritos e destinos históricos de sua nação. É característica desse fascismo exaltar a coletividade em detrimento dos valores individuais liberais e projetos comuns rejeitando pensamentos contrários como o comunismo, o socialismo, o anarquismo optando pela colaboração, ainda que forçada, de classes estagnadas incapazes de se opor ao regime. Na essência é um modelo contrarrevolucionário que rejeita a luta de classes. Será que somos capazes de enxergar fascismo nesse combate sistemático aos movimentos sociais como o MST e a CUT? Essas duas entidades tão combatidas recentemente pela elite empoderada pelo fascismo jurídico de Sérgio Moro estão em permanente conflito com a classe dominante e por isso necessário destrui-las para reinar a paz desejada pelos fascistas. Todas as características apresentadas por Rodrigues e Paxton estão presentes nas atitudes do juiz Sérgio Moro e do grupo mbl. Creiam que mesmo com a crise econômica de 2009, que se alastrou pelo mundo ,o Brasil tinha seus impactos sob controle. A partir do impeachement da presidenta Dilma e com a situação sob o controle dos fascistas liderados pelo jurista Sérgio Moro entramos numa recessão gerando desemprego e diminuindo a renda do trabalhador, mas a maior crise estamos vivendo nesse momento, e é uma crise moral porque sob a batuta do fascismo optamos por afastar os inocentes (até hoje jamais encontraram provas de corrupção do presidente Lula e jamais apresentaram provas de incapacidade ou de improbidade da presidenta Dilma) e colocar corruptos comprovados em seus lugares.
O pior de tudo: o judiciário brasileiro se ajoelhou diante do barulho estridente do fascismo.
¹ Paxton, Robert. A Anatomia do Fascismo. Paz e Terra, ?, tradução de Patrícia Zimbes e Paula Zimbes.

Nós, os “vagabundos”

manifestoGG

Foto de Wellington Frazão

Algumas pessoas que não concordam com a greve geral nos chamaram de vagabundos. Não posso odiar uma pessoa que pensa assim, mas ter comiseração dela porque seus olhos se turvam à realidade que lhe esmaga a compreender os fatos.

Paulo Freire, educador mais lido no mundo, dizia que antes das palavras precisamos aprender a fazer a leitura de mundo. Compreender o mundo que nos cerca observando criticamente as intencionalidades contidas nas atitudes das pessoas e das instituições.

Nos chamam de “vagabundos” com a leitura simplificada dos lados esquerda e direita, mas desfrutam dos benefícios que os “vagabundos” que nos antecederam conquistaram com suas lutas. Claro! Todos os “vagabundos” são de esquerda porque não se curvam ao escravismo ou aos privilégios de uma minoria hegemônica da direita. Nós, os “vagabundos” de esquerda somos muitos, maioria, e somos massacrados diuturnamente pela minoria de direita que se impõe pela força -inclusive armada- com a proteção das mídias, das forças repressoras do Estado (polícias) e do judiciário.

Nossa luta ontem foi para manter nossas conquistas históricas que culminou com a instituição Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Não, ninguém estava pedindo pra votar no Lula, no PT. Isto vamos fazer no período eleitoral ano que vem. Nossa luta nesse dia 28/4, histórico com a maior greve geral desde a ruptura do período ditatorial, foi simplesmente para manter nossas conquistas e contra a Reforma da Previdência que eleva a idade mínima para se aposentar.

Na Praça Nossa Senhora da Conceição eu me reuni com alguns “vagabundos” para fazer um movimento de conscientização. Não conseguimos – e nem tentamos impedir – fazer as pessoas deixarem seus postos de trabalho pela causa, mas conseguimos plantar a semente do pensamento crítico. Muitos deputados e senadores são donos de escolas ou delas se beneficiam. Eles, evidentemente, não querem que a escola pública funcione com qualidade porque precisam ganhar dinheiro. E como filhos de pessoas pobres não podem pagar escolas de qualidade para seus filhos terão que se sujeitar à uma escola pública depredada, sem qualidade e com professores desmotivados. Isto tem uma intencionalidade: nossos filhos, filhos de “vagabundos”, não podem adquirir capacidade para ingressar numa universidade pública e, se conseguirem, não poderão ter ensino qualificado porque não podem disputar os melhores empregos com os filhos dos ricos. Filho de pedreiro tem que ser pedreiro para construir as casas dos ricos; filha de empregada doméstica tem que ser empregada doméstica para limpar a privada dos ricos.

Lembramos que nossa cidade teve uma maternidade fechada por falta de investimento do governo local, do pmdb, o mesmo partido de Eduardo Cunha e de Michel Temer, o presidente golpista, e isto tem uma intencionalidade: hospitais e clínicas particulares precisam ganhar dinheiro. É por isto que escolas, universidades, hospitais e clínicas particulares financiam esse câncer que é o pmdb, o partido mais ardiloso na política.

Os que nos chamam de “vagabundos” escolheram seu lado e estão do lado dos opressores. Se contentam com as migalhas que caem das mesas abastadas dos ricos. Nós “vagabundos” queremos ter as mesmas condições com trabalho e renda dignos de um chefe de família que tem de sustentar seu rebanho familiar sem a necessidade de catar as migalhas que nos deixam cair para nos manter em obediência servil.

Nosso movimento não teve ampla adesão. Aliás, teve petistas que foram trabalhar para o governo do pmdb local e desdenhou a luta dos “vagabundos”, ignorou sua classe e optou pelos golpistas numa associação servil e covarde, mas os que na praça levaram seu grito e sua solidariedade puderam dizer aos trabalhadores que toda conquista demanda luta, demanda entender a história da nossa sociedade e demanda de uma leitura de mudo capaz de compreender que a classe dominante jamais permitirá amigavelmente que trabalhadores ocupem os mesmos espaços. Por isso nos chamam “vagabundos”; nos tratam como “vagabundos”, mas como “vagabundos” que constroem sua própria história plantamos no coração das mulheres aquele sentimento de que são maioria e não podem ser tratadas como minorias; plantamos nos corações dos negros e negras que eles são maioria e não podem ser tratados como minorias; plantamos no coração dos trabalhadores que podem num futuro próximo dar o troco naqueles que nos tratam como “vagabundos” não reelegendo os que nesse período histórico nos tiram os direitos conquistados com sangue e luta de muitos “vagabundos” dos quais temos imenso orgulho.

A nossa luta não é entre direita e esquerda. É uma luta de classes por igualdade, justiça, solidariedade, e paz. Nós escolhemos defender os menos favorecidos – a classe trabalhadora!

Desabilitar o Yahoo do UC Browser

y

Quer saber? Pragas na internet há de montão.
A Yahoo é uma merda que vem acoplada em muitos aplicativos que usuários desejam baixar para o seu desktop.

Recentemente resolvi experimentar o UC Browser porque o firefox trava muito. Fiquei decepcionado porque o UC é uma versão pobre do Google Chrome e o pior é que ela trouxe esse titica do Yahoo como mecanismo de busca.

Procurando pela internet não encontrei nada que pudesse me dizer como desabilitar o Yahoo como mecanismo de busca no UC Browser e decidi deixar aqui como resolvi meu problema. Se quer se desfazer desse troço, faça assim:

  1. No canto superior direito tem 3 barrinhas (ou traços, como preferir). Clicando la abre uma janela de Menus.
  2. Clique em extensões. Vai abrir uma nova página com as opções de extensões no seu navegador. Do lado direito há duas opções: Desativar e Deletar. Eu resolvi deletar pra não correr o risco da praga Yahoo se manifestar novamente.
  3. Reinicie o navegador.

Pronto!
Agora você e eu estamos livres dessa porcaria que não foi autorizada por você para estar na sua máquina nem no sua navegação virtual.