A quem enganam?

trf4O presidente Lula foi condenado por unanimidade pelos três desembargadores da oitava turma do 4º Tribunal Regional Federal num julgamento marcado por inconsistências e impregnado de ideologia social e política. Os desembargadores aumentaram a pena inicial de 9 para 12 anos e um mês de prisão em regime fechado. A defesa poderá recorrer ao STJ e ao STF.

Provas? Não foram apresentadas. Luis Nassif, em seu excelente Blog GNN escreveu:

Parte delas. Por cerca de 3 horas, ele leu trechos de delações, citou documentos encontrados por investigadores e defendeu que palavra de co-réu merece crédito, entre outros pontos.

Na sequência, Paulsen falou em “quebra cabeça” e Laus, em “colcha de retalhos”, ilustrando o entendimento de que, separadas, as delações até parecem “frágeis”, mas juntas, narram o que seria o principal crime de Lula: ter tido o poder, como presidente da República, de fazer ou manter nomeações política na Petrobras.

Em decorrência disso é que Lula teria recebido, como contrapartida, o triplex. Questão secundária é a transferência do apartamento, disse Paulsen, até pelo “valor menor” do imóvel ante a imensidão das propinas ao PT.

Então bastou o delator dizer que doou o triplex como propina, mesmo sem ter repassado o apartamento ao presidente Lula, como admitiu o desembargador ser secundária a transferência, e sem dar provas concretas de que esta ação foi de fato consumada?

A condenação do presidente Lula já era prevista porque o objetivo jamais foi fazer JUSTIÇA, mas excluí-lo do processo eleitoral. Mais que isto, também é necessário impedi-lo de estar ao lado de alguém para capitalizar votos para a esquerda. A cada manifestação dos desembargadores notava-se claramente o viés político que o julgamento tomou. Poucas horas depois depois de começar o julgamento, que durou cerca de 9 horas, quando nenhum dos desembargadores emitira voto, a Band News já emitia nota afirmando que o Lula fora condenado por unanimidade.

Os principais jornais, emissoras de TV e rádios de propriedade de meia dúzias dos barões das mídias mostravam com clareza o caráter político do julgamento: Lula não pode ser candidato. Comemoravam.

Até o ultraconservador Reinaldo Azevedo admitiu na BandNews FM que o voto do desembargador Gebran Neto “foi uma das coisas mais lamentáveis” já visto na história da magistratura.

Mas a quem enganam esses deuses da moralidade? Fosse contra a corrupção Aécio já teria sido preso, Temer não estaria mais na presidência, Alckimin, FHC e Serra há muito estariam na cadeia. Fosse contra a corrupção os leilões do pré-sal teriam sido todos anulados, metade do congresso estaria, no mínimo, sendo investigado, Romero Jucá seria parceiro de cela de Geddel e Moreira Franco não seria ministro.

O que eles não sabem, entretanto, é que Lula é uma causa. A prisão dele será como a de Nelson Mandela. Ele é um herói da massa mais pobre desse país e essa gente defendemos essa causa. Lula não pode ser candidato? Ok. Vamos votar em quem for o indicado para sucedê-lo, embora sabemos de antemão que quem quer seja o escolhido, a imprensa fará uma avalanche de falsas denúncias para tira-lo do páreo e assim eleger o seu escolhido.

Ao fim do julgamento uma certeza: nosso judiciário foi desmoralizado diante da comunidade jurídica internacional.

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