MPL convoca para tentativa de golpe em 2015

Movimento tem alvo diferente do anunciado

Movimento tem alvo diferente do anunciado

MPL, ou Movimento do Passe Livre, convocou manifestações para janeiro de 2015 contra o aumento de passagem permitida pela prefeitura de São Paulo. Parece legítima a causa, não parece? Pois é, mas só parece.

As tarifas dos ônibus vão aumentar para R$ 3,50. O trabalhador assalariado com registro em carteira continuará a pagar o equivalente a 6% dos seus rendimentos, o mesmo que pagaria se a passagem fosse 1, 2 ou 5 reais.

Chamo a atenção para isto porque ao beneficiário o valor da tarifa dos transportes não será aumentada. Isto só ocorre quando o seu salário for igualmente aumentado; por exemplo: O trabalhador que ganha salário mínimo de R$ 729 lhe é descontado o valor de R$ 43,74. Quando o salário mínimo for aumentado para R$ 790 previstos para 2015, ele passará a pagar R$ 47,40 de custeio de transporte independente do valor da passagem. E se a passagem fosse aumentada para R$ 7? Sem problemas, ele continuaria a pagar os R$ 47,40.

Então, quem paga o restante?

O Vale-Transporte será custeado:
– pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens;
– pelo empregador, no que exceder à parcela referida no item anterior.

Então para que a manifestação convocada pelo MPL?

É um movimento político? É. Todo movimento é político e este tem um alvo: o PT.

Alegam os líderes do movimento que é uma causa justa. Alegam sobretudo que estão defendendo uma minoria que não tem carteira assinada e, portanto, não são beneficiários do Vale Transporte. O argumento seria válido se o foco não fosse o aumento dos ônibus, mas de todo o sistema de transporte: vans (peruas), trens, metrô e ônibus.

Acontece que o MPL não está preocupado com o aumento dos outros meios. Lhes interessam apenas os ônibus cuja concessão é municipal e, portanto, o aumento é permitido pelo prefeito Haddad, do PT, para a cidade de São Paulo. Nada sobre o metrô; nada sobre os trens. Sobre as vans (peruas) então… E o prefeito Haddad estabeleceu tarifa zero para todos os estudantes da pré-escola ao ensino universitário facilitando, assim, a vida de milhares de estudantes paulistas.

26/12/2014 18h19 – Atualizado em 26/12/2014 20h14
Haddad anuncia passe livre para estudantes e tarifa de ônibus a R$ 3,50
Câmara municipal teria sido comunicada da mudança nesta sexta-feira.
Tarifa de ônibus vai ser reajustada a partir de 6 de janeiro, diz Prefeitura.
Do G1 São Paulo
A Prefeitura de São Paulo informou, por meio de nota à imprensa, nesta sexta-feira (26), que vai instituir o passe livre para estudantes de escolas públicas e para universitários do Prouni, Fies e cotistas e que a tarifa de ônibus vai ser reajustada de R$ 3,00 para R$ 3,50 a partir de 6 de janeiro.

Nota-se, assim, que o objetivo é resgatar aquele movimento fascista de junho de 2013 que levou baderneiros a saquearem lojas, quebraram bancos e o patrimônio público.

Não é possível que os trabalhadores circulem apenas de ônibus, sobretudo quando vimos os trens do metrô abarrotados de gente em toda a malha metroviária. Além disso as contas não batem em favor dos trabalhadores. Parece que o MPL está saíndo em defesa dos empregadores, porque para eles há um aumento de custo. Querem que eu desenhe? Vamos lá!

Um trabalhador simples, de salário mínimo (R$ 729), cujo desconto em folha é de R$ 43,74, e que se vale de duas conduções de mesmo valor (R$ 3,00), trabalhando 20 dias por mês. O custo de passagem será de R$ 12 por dia, que multiplicado por 20 dias somam-se R$ 240. Mas o trabalhador só paga R$ 43,74. Quem paga os outros R$ 196,26? O Empregador.

Agora, quando a passagem aumentar para R$ 3,50 a parcela do trabalhador continuará a mesma de R$ 43,74, mas a do empregador aumenta para R$ 236,26, porque o custo total aumentou para R$ 280/mês. Então o MPL está saindo em defesa de quem?

O entendimento que tenho é que o MPL faz parte de um pacote a serviço da velha elite que se desespera com o PT no 2013bpoder e lhes prestam serviço para provocar o caos urbano e, assim, atingir as administrações petistas (de Haddad e de Dilma Rousseff) que levariam os parlamentos a discutirem um possível impeachment de ambos. É mais uma tentativa de dar o golpe já que nas urnas se mostram incompetentes. Se não ganham no convencimento tentam na força, na marra.

Vocês se lembram do que foi aquele movimento fascista de 2013. Ele ressurge agora em janeiro com a máscara das causas dos trabalhadores, mas que não passa de mera cortina para encobrir seus reais objetivos.

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