• A Juíza que enfrentou Sergio Moro

    No Blog da Cidadania

    Nos últimos dias, decisão de uma juíza de primeiro grau de Brasília chamada Luciana Correa Torres de Oliveira criou um embaraço para os três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que irão julgar apelação do ex-presidente Lula àquela Corte contra condenação que recebeu do juiz Sergio Moro.

    Além desse efeito prático da decisão da magistrada em tela, o juiz Sergio Moro acabou desmoralizado por essa decisão.

    Quer ler mais? Clique aqui A Juíza que enfrentou Sergio Moro


  • Lavajateiros voltam suas armas entreguistas na direção da Caixa

    O Cafezinho

    É tudo muito previsível. Os lavajateiros, lacaios a serviço do mercado financeiro internacional, querem destruir todos os ativos públicos.

    Assista ao vídeo em Lavajateiros voltam suas armas entreguistas na direção da Caixa


  • Delatado, Serra desiste de disputar eleição em 2018

    GNN Notícias

    Delatado por ter sido favorecido com R$ 23 milhões em propina da Odebrecht, José Serra (PSDB) anunciou que não disputará eleição em 2018. Cotado para concorrer áo governo de São Paulo e, em menor grau, à presidência da República, Serra agora diz que tem mais 4 anos de mandato como senador pela frente, e prefere se dedicar a projetos de lei.

    As delações da Odebrecht já geraram um inquérito contra o tucano e o senador Aloysio Nunes (PSDB), que tramita no Supremo Tribunal Federal.

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  • Recomendo leitura

Você sabe o que é leitura de mundo?

Visão de mundo é como você percebe a realidade que o cerca. Para o rico perder parte do seu patrimônio é como perder parte do seu próprio corpo porque a percepção que possuem da realidade está umbilicalmente ligada ao conceito possuir. Possuir coisas para o rico é sinônimo de superioridade, ou seja, pertencer a uma classe superior, privilegiada.

Rico, por exemplo, não gosta dos programas sociais que distribuem renda como o bolsa família porque diminui as desigualdades. É desesperador para esta classe abastada perceber que os pobres começam também a possuir ameaçando um privilégio que era somente deles. Foi de maneira declaratória que o jornalista da RBS Luis Carlos Prates reagiu quando comentou índices de acidentes numa estrada no Sul do país acusando o presidente Lula de ser o culpado porque permitiu que pobres tivessem acesso ao crédito e, logo, puderam comprar carros. Não é que pobre não sabia dirigir. Segundo o jornalista, os pobres brigavam em casa, enchiam a “cara” de cachaça e saía pra se distrair dirigindo e causavam acidentes.

Entendeu o bolo doido? Nem eu. A questão é que ele defendia que o pobre se mantivesse no seu lugar. Pobre não tem que possuir porque possuindo estaria mais próximo de ser igual e o responsável por diminuir essa desigualdade foi e é unicamente o presidente Lula.

Quando ACM Neto, o candidato a prefeitura de Salvador com o seu partido, o Democratas do Demóstenes Torres (embora digam que ele está sem partido), foi ao Supremo Tribunal Federal pedir a anulação do ProUni e o fim das cotas para negros e pobres nas Universidades Públicas, foi porque esta medida levou milhares de pobres a se tornarem doutores. Médicos, engenheiros, professores, administradores etc. Que ousadia essa a do presidente!!! Pobres na universidade? Quantos pesquisadores já enunciaram que universidade pública sempre foi de qualidade porque atendia exclusivamente aos ricos. E como eram poucos os ricos, tinha-se poucas universidades públicas. Quantas universidades fez o governo de Fernando Henrique Cardoso? Lula fez 14 e 120 campus, mais de 800 mil alunos beneficiados com o ProUni. Isso é horrível para quem deseja um esgarçamento das diferenças!

Então a classe abastada, desesperada com a possiblidade de muitos se tornarem iguais, tem uma leitura desse mundo e parte para a ação. É preciso impedir que nos tornemos iguais e o caminho é parar com a distribuição de renda, com os programas de inclusão como o ProUni, o SISU, o acesso ao crédito…

Mas e aquele que esta lá embaixo? Qual é a sua visão de mundo?

Quem nada tinha e passou a ter, e o que é melhor, a ter o essencial como acesso ao crédito e educação, começamos a entender que ter não é só pertencer, mas viver com qualidade e decência, privilégios que nos foram subtraídos ao longo dos anos antes de Lula. Nós que somos milhões de milhões a mais que àqueles temos visão de mundo diferenciada. Não adianta nos dizer que no Brasil paga-se muito imposto porque eles nos são necessários. São os impostos que pagam a conta da escola pública, da saúde pública, dos programas sociais como o ProUni e o Bolsa Família; que asfaltam nossas ruas, expande a oferta de água canalizada, garante a limpeza da ruas, a segurança pública etc. Ta bom. Não é tão bom quanto na Suécia, mas vamos analisar o nível de desigualdade entre as classes de lá e o nível de desigualdades entre as classes aqui? Então, a leitura que temos é que não é tanto imposto assim, tal que o empresário brasileiro não quer deixar de ivestir no seu negócio e tem expectativa de fazê-lo crescer ainda mais.

Durante um curso de especialização conheci um empresário que reclamou dos impostos para não poder aumentar o salário dos seus respectivos funcionários. Ele estava ali para nos pedir orientação sobre como melhorar o seu negócio. Vejam só. Enquanto o ouvíamos ele dizia que tinha comprado dois apartamentos na Barra (zona nobre da cidade do Rio de Janeiro), uma casa de praia e um sítio para reunir a família com os lucros de sua pequena empresa. Não nos parrece contraditório isso?

O problema é que no Brasil quem tem não quer perder nada e só pensa em aumentar o que tem. Quando vê quem não tem adquirindo bens e melhorando a qualidade de vida se sente diminuindo, empobrecendo, não que isto de fato esteja acontecendo, mas simplesmente por perceber o outro crescendo, deixando de ser miseravelmente pobre.

A leitura de mundo que aprendemos na vida cotidiana, como se pronunciou Paulo Freire (1921-1997), e que não aprendemos na escola, é a interpretação daquilo que secularmente nos prejudicou a todos mantendo-nos numa linha que não se distanciava da miséria e que mantinha uma classe tão distante de nós que a considerávamos inalcançável, de fato superior, capaz de nos inculcar valores e cultura fazendo um Brasil só deles. Depois de Lula o Brasil nos pertence, nos enche de orgulho e de esperança de que uma visão de mundo com uma sociedade mais justa e mais igual, com equilíbrio econômico, social e ambiental, e sem uma mídia para nos dizer o que temos que fazer ou crer.

Uma resposta

  1. eu só tenho a agradescer , muito obrigado lula , dilma , etc. Agora posso fazer faculdade , pois passei no enem . Como pode haver tanta indiferencas nesse mundo , imagine se a nossa presidência nos últimos anos estivesse nas mãos de outros presidentes , como FHC….

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