Lula no Ratinho

Boa tarde Dine Estela, Boa tarde Zé Carlos, Boa tarde Felipe, Joelson, amigos da RNR.

Depois que o presidente Lula foi no programa do Ratinho, no SBT, muitas foram as especulações feitas, mas quase todas imbuídas de muito preconceito, muita ilação infundada e pouca, pouquíssima avaliação crítica.

Em primeiro lugar quem diz que Lula pediu votos para Fernando Haddad, pré candidato a prefeito à prefeitura de São Paulo pelo PT, simplesmente ouviu e não entendeu o que ouviu. Aliás, pode-se ouvir toda a entrevista que já está disponível em vários blogues ou no Youtube, pela internet, e duvido que lá encontrem qualquer alusão a “votem neste candidato”. O ex-presidente Lula respondeu as perguntas que lhes foram feitas, tal como Fernando Haddad que apenas respondeu o que lhe foi perguntado.

É óbvio que isso tem a ver com as próximas eleições, mas ser entrevistado não é proibido, ainda, pela Legislação eleitoral. Aliás, esta emissora, este mesmo programa A Voz de Queimados, já se serviu da Legislação eleitoral para veicular entrevistas feitas com o atual prefeito e candidato a reeleição. O jornal O Estado de São Paulo e os comentaristas do jornal O Globo Merval Pereira e Ricardo Noblá consideram que o ex-presidente fez escárnio da Legislação eleitoral, assumiu uma postura despótica, como disse Merval, quase ditatorial, certamente em alusão questão de não permitir a volta de um tucano ao poder.

Esse mesmo comportamento dessa gente não foi percebido quando o ex-senador Arthur Virgílio, do PSDB do Amazonas, ameaçou dar uma surra no então candidato Lula ou quando representantes dos Democratas (Jorge Bornhausen, Democratas de SC) disseram que iam varrer o PT da política brasileira.

Sobre o assunto Gilmar Mendes Lula foi perfeito. Quem tem o dever de provar que a pressão existiu é o togado Gilmar Mendes. Se ele [LULA] já manifestou publicamente que a conversa não aconteceu; se o ex-ministro Nelson Jobim já declarou que tal conversa não existiu, Gilmar Mendes que prove que ela existiu. E tem mais: Lula não tem que ficar dando corda pra esse assunto porque é tudo o que a velha mídia quer; ou seja, desviar o foco da CPMI que vai, inevitavelmente, alcançar a velha mídia e o ministro Gilmar Mendes. Ficar dando corda pra fofoca é fazer a mentira se tornar verdade e Lula sabe disso.

Além disso, tem algumas perguntas que o ministro Gilmar Mendes tem de responder. Primeiro: se a conversa aconteceu no final de abril, por que Gilmar Mendes não ofereceu denúncia imediata ao Ministério Público? Segundo: e se foi em Abril, por que somente agora, depois que surgiram suspeitas de que ele participou do esquema de Carlinhos Cachoeira ele diz que aconteceu tal conversa? Terceiro, pra finalizar: E por que divulgou tal conversa pela revista Veja, a mesma que está envolvida até o pescoço com o lamaçal de Cachoeira?

Se ele conseguir responder tais questões sem gaguejar talvez mereça algum crédito, mas a esta altura dificilmente alguém conseguirá acreditar na palavra do ministro Gilmar Mendes.

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