Não confundam Comissão de Ética com CPMI

Boa tarde Dine Estela, Felipe Carvalho e amigos da Rádio Novos Rumos.

Por incrível que pareça há uma certa confusão entre os trabalhos da CPMI que investiga o esquema de Carlinhos Cachoeira e suas diversas ramificações criminosas, com o trabalho da Comissão de Ética do senado que investiga a quebra de decoro parlamentar do senador Demóstenes Torres, do Democratas de Goiás.

No linguajar popular “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa” e, embora umbilicalmente relacionadas, elas não se misturam no campo jurídico neste momento. Que o senador está envolvido até o pescoço com o esquema criminoso do contraventor Carlinhos Cachoeira é inegável, mas se a CPMI tenta descobrir as verdades ainda ocultas nesse esquema com prisões já efetuadas sendo a do próprio Cachoeira e do ex-diretor da Delta, Claudio Abreu; já a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do senado cuida de apurar a quebra de decoro de Demóstenes Torres e julga-lo politicamente. Somente após este julgamento é que Demóstenes poderá responder criminalmente por seus atos.

Diante dessa possibilidade a defesa do senador, tenta de todas as formas induzir a Comissão de Ética do senado ao caminho mais longo refutando provas ou solicitando perícias das fitas gravadas pela Polícia Federal alegando edições descontextualizadas. Mas o senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco e relator do caso Demóstenes Torres, no seu relatório inicial não utilizou as fitas como argumentos para fundamentar o seu voto e, segundo Humberto Costa, ele vai relativizar este fator também no seu relatório final:

 

 

Este caso, Dine Estela, o do senador Demóstenes já é dado como favas contadas pela velha mídia. O conglomerado midiático tinha na figura do senador o arauto da ética e seu principal elemento no Congresso Nacional para bater duro no governo federal. Hoje a mídia se sente traída pelo senador e o entregaram à degola, por isso é que pouco se fala dos trabalhos da Comissão de Ética e concentram a pauta na CPMI, porque é dali que poderá sair o golpe mais poderoso contra a quadrilha que roubava no Brasil, arquitetava golpes e construíam o principal discurso contra o governo federal. Uma quadrilha que contava com bandidos de toda classe: de toga, políticos e os que atuavam em nome da liberdade de imprensa.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: