A morte do sacerdote é motivo de reflexão

Comentário para a Rádio Novos Rumos em 7/5/2012, às 12:35h.

Boa tarde Dine Estela, Zé Carlos, Leandro Machado e amigos da Rádio Novos Rumos

Amanhecemos nesta segunda feira com a notícia da morte do sacerdote católico Padre Sá Talvez seja esta a notícia mais comentada hoje na cidade.

Na comoção que causa o irremediável fato há os que desejam prestar homenagens ao padre Sá, outros certamente já o homenageiam com orações na paróquia onde exercia o sacerdócio ou mesmo em suas casas.

Eu penso que todo fato vivido na igreja católica precisa ser acompanhado de profunda reflexão do que vem a ser o papel da igreja nestes dias contemporâneos Dine Estela. E isso me remete às eleições em 2010 quando o então bispo de Guarulhos Dom Luiz Gonzaga Bergonzini fez do sacerdócio uma corrente partidária para defender a candidatura de José Serra à presidência da República. Na ocasião o bispo semeou inverdades a respeito do posicionamento de Dilma Rousseff nas questões sobre o aborto e sobre o homossexualismo. Talvez tenha sido este o motivo para que o Papa Bento XVI tenha nomeado dom Joaquim Justino Carreira para sucedê-lo.

A Igreja tem motivos para trabalhar a politização dos seus fiéis, mas a questão é: como fazer isto sem interferir na subjetividade do indivíduo?

Em Queimados as igrejas se tornam palanques eleitorais a cada dois anos, sobretudo as evangélicas e o que temos percebido são resultados nada agradáveis.

A igreja católica tem um histórico positivo da Teologia da Libertação e penso que isto não pode ser apagado. Era um movimento que trazia o indivíduo para dentro das discussões políticas e libertadoras e fazia isto sem dizer que o indivíduo devia optar por este ou aquele candidato.

Neste dia em que voltamos as atenções para a igreja católica de nossa cidade voltamos, também, nossa reflexão para o papel que a igreja precisa desenvolver com seus fiéis. A sabedoria a ser alcançada, tantas vezes pregada nos seus cultos, é capaz de libertar as pessoas  de amarras históricas que os tornam objetos de manipulação.

Em vez de trocar nomes de ruas, porque não provocamos uma ampla discussão sobre o futuro da nossa cidade e o papel que as instituições religiosas possam empreender nesse processo de desenvolvimento?

Uma resposta

  1. Teologia da Libertação nada mais é, do que Comunismo disfarçado de Cristianismo, uma praga que invadiu a Igreja.

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