Nossa cidade precisa de líderes, de chefes não!

Comentário para a Rádio Novos Rumos em 24 de abril de 2012, 12:25h.

Boa tarde Dine Estela, Luiz Alonso, Leandro, Felipe, amigos e amigas da Rádio Novos Rumos.

Nesta terça feira, 24 de abril de 2012, me vem à memória os bons e velhos companheiros desta emissora que deram voz à esta cidade. Uma voz que encantava as crianças todos os domingos era a do João Carlos, o nosso querido Pato, que juntamente com a pequena Alice fazia o domingueiro programa infantil. Por onde andam nos nossos amigos? Também me lembro do Fernando, paraplégico, que aos sábados nos fazia pegá-lo no colo para levá-lo ao estúdio da emissora. E por onde anda nosso querido amigo Marcão com sua voz grave e seu programa Romântico. Também me lembro do nosso querido amigo Paulo Silva com seu programa semanal a encantar os corações apaixonados de Queimados. Com estas lembranças deixo o meu carinhoso abraço para cada um deles.

Meus caros,

Dizem os mais renomados estudiosos das organizações que o tempo do chefe já se foi. Estudiosos como Gaudêncio Frigoto, Idalberto Chiavenatto, Ricardo Antunes, entre outros, afirmam que estamos vivendo uma nova era: a era do conhecimento; e que o maior e mais valioso capital de uma organização é o capital humano, pois consideram que somente esses podem levar uma organização a um estágio mais desenvolvido.

Eles também afirmam que a era do chefe, daquele que determina sem compartilhar responsabilidades, também já se foi. O momento agora está propício para os que são líderes, pois estes sabem como fazer e como motivar seus colaboradores a fazer mais e melhor em benefício da organização.

Estou dialogando acerca deste assunto porque na esfera pública privilegiam-se os chefes, os que mandam, os que desejam ter “puxa-sacos” do seu lado que lhes servem como um escravo servindo ao seu senhor, em prejuízo dos inovadores, dos criativos, dos pensadores; daqueles que de fato podem fazer a diferença na prestação de serviço.

A diferença entre o chefe e o líder pode ser mensurada pelos resultados. Se os resultados precisam ser demonstrados diuturnamente para serem percebidos eles não prestam e são frutos do chefe; quando os resultados são reconhecidos sem a necessária participação do marketing eles fazem bem a todos e são frutos de uma liderança eficaz.

Um governo moderno e modernizante precisa se espelhar na gestão particular para fazer o que é público funcionar de acordo com o desejo de seu povo e não com os próprios desejos. Para que a gestão pública seja tão eficiente quanto as propagandas de governo, os gestores devem introduzir as ferramentas da gestão particular na coisa pública. Isso não significa dizer que a principal liderança deve deixar que seus principais assessores façam o que bem entenderem em suas respectivas pastas, ao contrário, quer dizer que em regra o líder cobra de seus liderados os resultados que juntos planejaram alcançar.

Neste momento em que antecede as eleições municipais, reclamo pela ausência de líderes que possam dar rumos à nossa cidade. Temos chefes de sobra: pessoas soberbas, arrogantes, que ignoram completamente as necessidades dos cidadãos e das cidadãs e se apossam até de fazeres de outros. Precisamos urgentemente de líderes que possam compartilhar as responsabilidades e os sucessos alcançados.

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