Guido Mantega determinou que Banco do Brasil e Caixa Econômica baixem juros para crédito pessoal

Comentário para a Novos Rumos

17/04/2012 | 12:25h.

 

Boa tarde Dine Estela, boa tarde amigos da Rádio Novos Rumos.

 

Mais uma vez quero começar o meu comentário diário relembrando os velhos companheiros comunicadores. Hoje vou me reportar ao velho e bom amigo José de Souza Conceição, o Cocão, pessoa que me levou a fazer as transmissões esportivas na Rádio Novos Rumos. Meus amigos também desportistas Jorge Bilat e meu companheiro Cica, deixando para cada um deles um abraço muito especial de reconhecimento e o meu agradecimento por relevantes contribuições para esta emissora.

Além destes, quero também deixar meu abraço caloroso para a Antonia dos Quitutes, grande fã sua Dine Estela, e também da nossa grande amiga Zefinha do Campo da Banha, esposa do meu estimado amigo Djalma Cabral, a quem também deixo meu abraço. Também quero relembrar e enviar meu abraço caloroso para o antigo colaborador da Rádio e também um dos fundadores. Um abraço meu sempre amigo Tião Santos.

Dine Estela, Luis Alonso, Zé Carlos, Felipe, Leandro e amigos da Novos Rumos, na semana passada o ministro da fazenda Guido Mantega determinou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal reduzissem os juros de crédito às pessoas físicas. O mercado reagiu imediatamente e os principais analistas dos principais veículos de comunicação correram para previsões catastróficas. O site da Folha de São Paulo Universo On Line, conhecido como UOL, sugeriu que a redução dos juros pode aumentar a inadimplência dos bancos públicos. Mas isso é uma inverdade, porque a taxa de inadimplência do Banco do Brasil é de 2,1%, enquanto a do mercado chega a 3,6%.

Como o mercado financeiro só pensa em ganhar e os bancos privados mantém o foco nesta hipótese, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal correu às pressa ao ministério da fazenda e apresentou mais de 20 propostas de redução do spread bancário. Entre as propostas estavam a criação de novos produtos financeiros e alterações para redução do custo da inadimplência, além de medidas tributárias. Ele disse que os bancos têm interesse em reduzir os spreads, porque eles representam custos, mas queriam, em contrapartida, benefícios fiscais para seguir as iniciativas do governo federal. Vamos ouvir Murilo Portugal, presidente da Febraban, Federação Brasileira de Bancos:

[áudio de Murilo Portugal]

Spread bancário, simplificadamente, é a diferença entre a remuneração que o banco paga ao aplicador para captar um recurso e o quanto esse banco cobra para emprestar o mesmo dinheiro. Ou seja, o banco paga 1 percentual de juros sobre o dinheiro que o consumidor aplica enquanto cobra 7,8% de juros quando empresta esse mesmo dinheiro.

O ministro Mantega respondeu que o Brasil hoje é o país que pratica o maior spread do mundo e ele pediu que os bancos privados lucrem menos (Conversa Afiada).

Esta medida de governo provocou um fenômeno que alguns podemos sugeriram ser este o primeiro processo de estatização bancária feita diretamente pelo povo porque os clientes endividados dos bancos privados começaram a migrar para os bancos públicos como disse o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Logistas Roque Pellizzaro Júnior:

[Áudio de Roque Jr.]

Cá pra nós Dine Estela, este é o papel das organizações públicas: quando o mercado começa a tornar escorchante nas relações com os consumidores, entra o Estado e protege o cidadão. Ainda que digam que o Estado não deva interferir no mercado porque este atua como se uma “mão invisível” controlasse as relações, na verdade o que acontece é que esta mão pode até ser invisível, mas é conhecida sua predileção pelos banqueiros em prejuízo da sociedade.

Tem analista chiando desde então e o que se suspeita é que tais analistas atuam em benefício próprio porque, se não todos, pelo menos a maioria esmagadora são rentistas e não admitem perder dinheiro com a queda dos juros. E neste caso, Dine Estela, a médio e longo prazo quem ganha efetivamente são os bancos públicos que estão vendo suas carteiras de clientes aumentarem consideravelmente. Aos bancos privados não restou outra alternativa a não ser baixarem os juros também. Os primeiros a seguir os bancos públicos foram os bancos Santander e HSBC, mas ontem o Bradesco decidiu baixar também os juros. Vão chiar, como sempre, mas todos os outros terão que baixar os juros se quiserem preservar seus clientes.

Dine Estela e amigos, amanhã meu foco é a sucessão municipal e a política local. Vamos colocar um pouco de malagueta nesse tempero político que em breve vai efervescer na nossa cidade. Um beijo carinho para todas e para todos, até lá!

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