O que publicará The New York Times sobre Dilma?

Em julho, antes de começar a campanha eleitoral em curso, o periódico americano The New York Times publicou um artigo sobre a trajetória vitoriosa do presidente LULA com a afirmação de que o torneiro mecânico “presidiu a um período de crescimento significativo da economia que tem  solidificado o país como o centro de gravidade da América Latina e um jogador cada vez mais importante no mundo”.

Por nada não, mas isso causa uma brutal “dor nos cotovelos” dos adversários, em especial de Fernando Henrique Cardoso que está, para o povo brasileiro, como ele mesmo sugeriu referindo-se ao que já escreveu como sociólogo , esquecido como político de expressão.

Em sua página online, a mídia também fala da tentativa de destruir e desqualificar a competência política de LULA. Tais tentativas nos remetem aos sucessivos “escândalos” que a mídia (PIG, para Paulo Henrique Amorim) insistia atribuir ao governo LULA, como o suposto “mensalão do PT”.

O jornalista e blogueiro Miguel do Rosário, em seu blog Óleo do Diabo, comentando o artigo da colunista Dora Kramer, da Folha de São Paulo, escreve:

[…] FHC muda a Constituição sem fazer plebiscito – para que saber a opinião da massa não-cheirosa? – com vistas a inventar a reeleição para si mesmo e Lula é o “chavista” e o PT é o “PRI”.

Observação importante: ali havia, aí sim, interesse claro em comprar o voto de parlamentares. Dois parlamentares confessaram que venderam seus votos.

O verdadeiro mensalão foi a reeleição de FHC. Com um agravante: ele segurou o câmbio artificialmente para não perder votos, fazendo o Brasil perder bilhões de dólares. O que escandaliza a mídia, no entanto, é a tapioca que o ministro dos Esportes comprou numa lanchonete de Brasília (Óleo do Diabo, 2010).

Apesar da tentativa de golpe da velha mídia brasileira, o The New York Times ataca chefes de Estados da América Latina mas reconhece que o presidente LULA “tem demonstrado sensibilidade quando se trata de gestão econômica e política externa, evitando os impulsos populistas de outros líderes como a Venezuela (Hugo Chavez) e Bolívia (Evo Morales). Não compartilhamos dessa teoria do New York Times sobre outros chefes de Estado, mas podemos acrescentar muitas outras qualidades do presidente brasileiro.

Se a velha mídia brasileira não reconhece, a mídia americana dá sinais de ter um pensamento diferenciado ao dizer que LULA “tirou milhões de pessoas da pobreza reduzindo as brutais diferenças entre ricos e pobres… com um recorde de crescimento na economia e estabilidade econômica com inflação baixa”.

Continuando a avaliar o processo político em curso no Brasil, um dos maiores jornais estadunidense diz que o presidente LULA espera usar de sua popularidade “para convencer os brasileiros a eleger Dilma Rousseff como a primeira mulher presidente do Brasil”. Como conservador que é o artigo

também ataca de PIG (PH Amorim) e diz que o presidente “despreza as Leis Eleitorais” sem levar em consideração o histórico de eleições anteriores.

Com as recentes pesquisas que apontam uma vitória da petista já no primeiro turno e o risco do candidato tucano levar uma homérica surra eleitoral, LULA não só fará sua sucessora como ela reúne todas as condições de avançar ainda mais naquilo que o nordestino começou.

Agora é esperar pra ver o que o The New York Times vai escrever sobre Dilma depois da esmagadora vitória sobre seu patético adversário.

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