A quem enganam?

trf4O presidente Lula foi condenado por unanimidade pelos três desembargadores da oitava turma do 4º Tribunal Regional Federal num julgamento marcado por inconsistências e impregnado de ideologia social e política. Os desembargadores aumentaram a pena inicial de 9 para 12 anos e um mês de prisão em regime fechado. A defesa poderá recorrer ao STJ e ao STF.

Provas? Não foram apresentadas. Luis Nassif, em seu excelente Blog GNN escreveu:

Parte delas. Por cerca de 3 horas, ele leu trechos de delações, citou documentos encontrados por investigadores e defendeu que palavra de co-réu merece crédito, entre outros pontos.

Na sequência, Paulsen falou em “quebra cabeça” e Laus, em “colcha de retalhos”, ilustrando o entendimento de que, separadas, as delações até parecem “frágeis”, mas juntas, narram o que seria o principal crime de Lula: ter tido o poder, como presidente da República, de fazer ou manter nomeações política na Petrobras.

Em decorrência disso é que Lula teria recebido, como contrapartida, o triplex. Questão secundária é a transferência do apartamento, disse Paulsen, até pelo “valor menor” do imóvel ante a imensidão das propinas ao PT.

Então bastou o delator dizer que doou o triplex como propina, mesmo sem ter repassado o apartamento ao presidente Lula, como admitiu o desembargador ser secundária a transferência, e sem dar provas concretas de que esta ação foi de fato consumada?

A condenação do presidente Lula já era prevista porque o objetivo jamais foi fazer JUSTIÇA, mas excluí-lo do processo eleitoral. Mais que isto, também é necessário impedi-lo de estar ao lado de alguém para capitalizar votos para a esquerda. A cada manifestação dos desembargadores notava-se claramente o viés político que o julgamento tomou. Poucas horas depois depois de começar o julgamento, que durou cerca de 9 horas, quando nenhum dos desembargadores emitira voto, a Band News já emitia nota afirmando que o Lula fora condenado por unanimidade.

Os principais jornais, emissoras de TV e rádios de propriedade de meia dúzias dos barões das mídias mostravam com clareza o caráter político do julgamento: Lula não pode ser candidato. Comemoravam.

Até o ultraconservador Reinaldo Azevedo admitiu na BandNews FM que o voto do desembargador Gebran Neto “foi uma das coisas mais lamentáveis” já visto na história da magistratura.

Mas a quem enganam esses deuses da moralidade? Fosse contra a corrupção Aécio já teria sido preso, Temer não estaria mais na presidência, Alckimin, FHC e Serra há muito estariam na cadeia. Fosse contra a corrupção os leilões do pré-sal teriam sido todos anulados, metade do congresso estaria, no mínimo, sendo investigado, Romero Jucá seria parceiro de cela de Geddel e Moreira Franco não seria ministro.

O que eles não sabem, entretanto, é que Lula é uma causa. A prisão dele será como a de Nelson Mandela. Ele é um herói da massa mais pobre desse país e essa gente defendemos essa causa. Lula não pode ser candidato? Ok. Vamos votar em quem for o indicado para sucedê-lo, embora sabemos de antemão que quem quer seja o escolhido, a imprensa fará uma avalanche de falsas denúncias para tira-lo do páreo e assim eleger o seu escolhido.

Ao fim do julgamento uma certeza: nosso judiciário foi desmoralizado diante da comunidade jurídica internacional.

Dia 24, se não em POA, em Nova Iguaçu

Então pessoal…

LulaEstamos fazendo aquela corrente solidária para garantir os direitos fundamentais de Luiz Inácio LULA da Silva, o melhor presidente da história do Brasil reconhecido internacionalmente e pela maioria esmagadora dos brasileiros.

Não o querem candidato e por isso estão subtraíndo-lhe aquilo que lhe é garantido pela Constituição Federal.

O juiz Sérgio Moro não apresentou provas que possam condenar Lula, mas ainda assim há um conluio formado para condena-lo e assim impedir que seja candidato em 2018 como se isso fosse garantia de aniquilamento do PT. A história está mostrando que não há possibilidade de destruir o PT. Parecido com o mito da Fênix, o partido se ressurge como o partido de maior credibilidade entre os brasileiros ainda que pese o fato de toda campanha midiática para nos destruir.

Quer provas disso? Não há vagas nos ônibus que seguirão para Porto Alegre (POA) para manifestação de apoio ao presidente Lula, então, os que não conseguiram vagas para ir à POA, estamos planejando uma manifestação dia 24 aqui na Baixada, mais precisamente na praça Rui Barbosa, a partir das 10 horas, no Centro de Nova Iguaçu.

Esta manifestação é uma opção alternativa para cada um mostrar que Lula merece a nossa solidariedade e a luta. Lula é uma causa para cada um e cada uma. É uma missão para resgatar a Democracia e voltar à normalidade do Estado de Direito com a Constituição sendo respeitada e praticada.

Dia 24/01
A partir das 10 horas
Na Praça Rui Barbosa em Nova Iguaçu
Todos Lá!

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Prevenção da Febre Amarela

Plano de Monitoramento Entomológico para a Prevenção da Febre Amarela na Cidade Japeri

Por Rildo Ferreira
Aedesaegypti

Introdução

 Em virtude das ocorrências de morte de primatas por Febre Amarela (FA) na Mata Atlântica da Região da Baixada Fluminense as cidades devem preparar um conjunto de ações para a prevenção da FA fazendo um bloqueio entre a zona Atlântica e a zona urbana das cidades evitando, assim, um surto de FA entre humanos atacando diretamente os transmissores do vírus, em especial seus criadouros fartamente encontrados em terrenos baldios e imóveis residenciais.

 Para Japeri, o bloqueio entomológico que se pretende demanda de uma ação fora dos padrões adotados para o controle do Aedes aegypti e pode ser compreendido pelas seguintes etapas:

  1. imunização dos agentes que atuarão na região de monitoramento.

  2. Pesquisa Entomológica com desenho cartográfico dos vetores.

  3. Identificação dos imóveis positivos para Aedes aegypti/albopictus, Sabethes e Haemagogus.

  4. Imunização dos residentes nas localidades pesquisadas.

  5. Monitoramento semanal dos imóveis positivados e dos dois imóveis imediatamente laterais.

  6. Borrifação de inseticida por meio aeroespacial para os casos de localidades com índice igual ou superior a 3% de infestação predial.

 A execução dessas ações visa essencialmente prevenir a entrada do vírus no cinturão urbano das cidades e, assim, evitar mortes por Febre Amarela entre a população da região.

Fundamentação

 Com o crescimento infelizmente ainda desordenado das cidades que compõem a Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, inclusive com avanço sobre este cinturão verde-atlântico, ocasionando inevitável aproximação do homem com animais silvestres e com a crescente onda de informações sobre mortes de primatas tem deixado em pânico os moradores da região levando-os a procurar os serviços de saúde e a exigir do poder público ações que possam tranquilizá-los.

 Ora, Ocorre com surpreendente frequência a notícia de mortes de primatas infectados com o vírus da FA no cinturão de Mata Atlântica na região da Baixada Fluminense ainda que pese o fato de que as instituições responsáveis tenham identificado apenas um como sendo pelo vírus da FA. Em contrapartida, notícias veiculadas pela imprensa mostram elevado número de primatas mortos por FA no Estado de São Paulo e o próprio ministro da saúde contribuiu para alarmar a população ao afirmar pela imprensa que “Morte de macacos é sinal de novo ciclo de febre amarelai”. O G1ii noticiou a morte de mais de 80 primatas na cidade de Jundiaí, em São Paulo. O mesmo Giii1 informou a morte de outros 7 primatas na cidade de Louveira, SP.

 No sítio da Fiocruziv um artigo esclarece:

O Brasil vivencia um dos períodos de maior mortandade de primatas da história devido à febre amarela silvestre no país, segundo a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr). Além das mortes pela infecção pelo vírus, autoridades suspeitam que macacos estejam sendo executados pela população pelo medo de transmissão da doença.

 Entretanto a diretora do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) e veterinária, Carla Campos afirma que esses primatas “assim como o homem, são hospedeiros do vírus e não reservatórios da doença. Os vírus ficam vivos neles por um período de tempo muito curto” (idem). Essa afirmação combinada com as alarmantes notícias veiculadas favorece e recomenda um trabalho preventivo, sobretudo para tranquilizar os moradores da região limite com a zona Atlântica.

Sobre a Febre Amarela

A primeira epidemia de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em Recife/PE, em 1685, e na Bahia no ano seguinte com 900 óbitos. A doença foi controlada e ficou por mais de um século sem registro de casos, mas em 1849, em Salvador, na Bahia, foram registradas 2.800 mortes. Neste mesmo ano, ocorreu a primeira epidemia no Rio de Janeiro, que acometeu mais de 9.600 pessoas e registrou 4.160 óbitos. Entre 1850 a 1899, a doença se alastrou por todo o país quando Emílio Ribas, diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo organizou a primeira campanha adotando medidas específicas contra o Aedes aegyptii.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os casos da doença no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana. O vírus causador e os sintomas clínicos da doença são os mesmos nos dois casos: a diferença entre elas é o mosquito transmissor. Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros. Nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Na febre amarela urbana, o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ao homem. O Brasil não registra casos desta doença desde 1942ii.

O vírus amarílico é o protótipo do gênero Flavivírus, da família Flaviviridae (amarelo em Latim). É um RNA vírus. Pertence ao mesmo gênero e família de outros vírus quecausam doenças no homem, tal como o Dengue, por exemplo.

Na forma silvestre, os primatas não humanos são os principais hospedeiros do vírus amarílico, principalmente os macacos pertencentes aos gêneros Cebus (Mac Alouatta (guariba), Ateles (macaco aranha) e Callithrix (sagui).

Os macacos Alouatta, assim como os Callithrix e Ateles, são muito sensíveis ao vírus e apresentam taxa de letalidade elevada. Já os Cebus infectam-se facilmente, mas apresentam baixas taxas de letalidade e geralmente desenvolvem imunidade.

Diversos mamíferos também são suscetíveis à doença, destacando-se os marsupiais e alguns roedores que funcionam possivelmente mostrado a participação do gambá, porco espinho e do morcego no ciclo silvestre da doença. Contudo, a importância epidemiológica destes animais na manutenção da doença ainda não é conhecida.

Na forma urbana, o homem se constitui no único hospedeiro. Os animais domésticos não parecem ser susceptiveis ao vírus amarílico. A infecção experimental destes animais mostra baixo nível de suscetibilidade, embora os cães desenvolvam resposta febril após inoculação periféricaiii.

Os vetores

sabethes

Sabethes (sp)

 Mosquitos do Gênero Haemagogus, particularmente da espécie janthinomys, e do Gênero Sabethes preferenciam (não exclusivo) se alimentar em primatas, hábito que fazem destes amplificadores do vírus de FA. No Brasil, o principal vetor é o Aedes aegypti. Ainda não se sabe do papel do Aedes albopictus na transmissão do vírus, mas mantê-lo sob vigilância e controle é essencial para evitar descobrir pela maneira mais trágica da sua capacidade de transmissibilidade.

haemagogus

Haemagogus (sp)

 Para a situação do momento é essencial fazer uma cartografia vetorial nas localidades que fazem a transição entre a zona urbana e a Mata Atlântica para que seja feito um monitoramento vetorial e, assim, fazer um bloqueio impedindo uma possível entrada do vírus na zona urbana.

O laboratório de Entomologia alerta para a presença de mosquitos da tribo Sabethini em Japeri. É comum encontrar entre larvas de Aedes e Culex larvas de Limatus durhami (da tribo Sabethini, o que leva a suspeita de existir outros gêneros, incluindo o Sabethes).

O que se propõe

Diante do inusitado aparecimento de um primata morto por vírus da FA na Reserva Biológica de Tinguá obriga as cidades circunvizinhas a tomarem medidas preventivas para evitar a reintrodução do vírus nas zonas urbanas, diante disso, o Laboratório de Entomologia propõe a realização de um CINTURÃO DE BLOQUEIO ENTOMOLÓGICO numa região que compreende toda a faixa limítrofe da cidade Japeri com a Mata Atlântica desde Beira Rio, em Japeri, até Laranjal, nos limites com a cidade Queimados. As localidades e os setores censitários compreendidos nesse cinturão estão descritas no quadro abaixo por classificação de risco, por bairro e apresenta a quantidade de imóveis a serem visitados e uma estimativa da quantidade de pessoas a serem monitoradas.

tabela
Quadro demonstrativo dos setores censitários a serem trabalhados na prevenção da Febre Amarela
Fonte: Reconhecimento Geográfico | Olício Silva

Um bloqueio entomológico exige uma modalidade de trabalho semelhante ao Levantamento de Índice mais Tratamento (LI+T) já praticado nos tempos da antiga Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam) e, posteriormente, pela Funasa. Trata-se de visitar TODOS os imóveis dos setores dentro da margem com largura de até 600 metros do limite das localidades que margeiam a Mata Atlântica desde Beira Rio, em Japeri, até Laranjal, em Engenheiro Pedreira, limite com a cidade Queimados para o centro urbano.

O objetivo do LI é fazer a cartografia vetorial entomológica identificando todos os imóveis positivos para esses vetores descritos. Esses imóveis serão objeto de monitoramento a fim de manter controle sobre o inseto. Tratar todos os depósitos é fundamental para iniciar um controle biológico atacando as larvas evitando que o inseto se torne adulto. A identificação do imóvel positivo também servirá para que a equipe de Vigilância Epidemiológica adote medidas necessárias de controle e monitoramento das pessoas mais susceptíveis à picada do mosquito e, consequentemente, aos vírus transmitidos por eles.

Durante a visita o agente deve procurar por focos de mosquito tanto nas residências quanto nos quintais e terrenos baldios. O rigor da procura deve ser máximo. Encontrando ou não foco de mosquito o agente deve tratar todos os depósitos que possam se tornar criadouro de mosquito. Encontrando foco, o agente deve coletar amostras num total de até 10 exemplares por depósito foco, identificar o foco no boletim apropriado e remetê-lo ao laboratório para identificação dos exemplares e catalogação cartográfica.

Identificado o imóvel positivo, e os imóveis imediatamente laterais, passam a ser objeto de monitoramento semanal em virtude da exposição dos residentes aos vetores tornando-os susceptíveis a contrair vírus por eles transmitidos. No momento da visita o agente deve procurar saber se a família residente no respectivo imóvel foi vacinada contra FA. Não o sendo a equipe de imunização deve adotar as medidas necessárias para fazê-lo. Ao mesmo tempo o agente deve fazer um trabalho de educação sanitária de modo preventivo. Nas localidades que apresentarem índice de infestação predial igual ou superior a 3% deve-se adotar a aspersão de inseticida por meio aeroespacial de Ultra Baixo Volume-UBV para reduzir a densidade dos vetores reduzindo riscos de transmissibilidade.

Não se faz necessário a captura de mosquitos adultos para efeitos de controle do inseto, salvo para diagnostico de mosquito infectado pelo vírus. Conhecendo os vetores, sabendo de sua ecologia, precisamos atacar fundamentalmente sua fase larvária. Entretanto, sabendo das dificuldades de se ter acesso à TODOS os depósitos naturais da região bloqueio, será fundamental a presença regular do serviço de aspersão de inseticida aeroespacial, medida de controle do mosquito adulto.

No cinturão de bloqueio entomológico deve-se dar atenção especial às borracharias, aos ferros-velhos e aos terrenos baldios se existirem. Esses ambientes são formidáveis para a proliferação dos vetores da FA, pois agrupam muitos e potenciais criadouros de mosquitos com muitos dias de repouso favorecendo o completar do ciclo vital do inseto. Sendo necessário o poder público deve adotar medidas enérgicas para tornar esses ambientes desfavoráveis à proliferação dos mosquitos vetores.

mapajaperi

Mapa de definição das áreas de risco para Febre Amarela (em círculos)
Fonte: Reconhecimento Geográfico

 De acordo com o quadro demonstrativo dos setores censitários a serem trabalhados na prevenção da febre amarela, o cinturão bloqueio definido pela equipe de Reconhecimento Geográfico estão compreendidos na faixa destacada no mapa acima e classificadas em baixo, médio e alto riscos.

Conclusão

 O bloqueio entomológico é uma ação preventiva para evitar que o vírus da FA seja introduzido no centro urbano de Japeri. Sua eficácia depende muito da interdisciplinaridade entre os mais variados serviços do poder público. A equipe de Vigilância Epidemiológica monitorando os susceptíveis; a Secretaria de Obras com limpeza dos terrenos baldios em situação crítica; a equipe de Educação em Saúde com informações e ações educativas esclarecendo os munícipes sobre a situação; os Agentes Comunitários de Saúde visitando regularmente as casas identificadas positivas para os vetores e os Agentes de Controle de Endemias com ações de pesquisa e combate aos vetores.

 A situação exige um alerta constante de todos os setores e as medidas necessárias executadas de pronto. Trata-se de evitar que o município seja o precursor da reintrodução do vírus amarílico na zona urbana. O cinturão de bloqueio entomológico é uma zona de monitoramento e ataque aos vetores da FA numa faixa territorial que compreende dezenove (19) setores censitários nos limites da cidade com a Zona de Mata Atlântica das cidades Paracambi, Miguel Pereira, Nova Iguaçu e Queimados.

 Todo trabalho executado nesta fase inicial deverá ser repetido pelo menos 6 meses depois para verificação e aferição dos resultados.

Japeri, 10 de janeiro de 2018.

Rildo Ferreira dos Santos

Pedagogo | Técnico Entomologista
Matrícula MS 0516167
29.3 CtrlN

Referências

i Manual de Vigilância Epidemiológica da Febre Amarela, Brasília, 2004. ?? Disponível em https://goo.gl/DH7hbU

ii FIOCRUZ. Disponível em https://goo.gl/TPKgcE

iii Manual de Vigilância Epidemiológica da Febre Amarela, Brasília, 2004. ?? Disponível em https://goo.gl/DH7hbU

iv FIOCRUZ. Disponível em https://goo.gl/TPKgcE

O amor é para sempre Flamengo

UrubuMinha querida torcida Rubro Negra. Ouvi protesto afirmando que o amor acabou e que a Ilha do Urubu seria um inferno. Convenhamos! A quem interessa jogar a torcida contra seu time? Que amor é esse que só dura se os resultados forem positivos? Você que é torcedor do Flamengo e ama esse clube não pode entrar nessa onda inicitada pela imprensa brasileira.

Comentaristas que “entendem” muito de futebol, tanto que deixaram o esporte de lado e foram ser comentaristas porque melhor status, maior remuneração talvez, elegem culpados e passam a fazer uma campanha afinca contra determinados jogadores e contra o técnico como se suas preferências fossem resolver o problema do time. Não vão. Falam de Roger Machado para substituir Zé Ricardo, mas Roger tem estado em vários times com grande elenco, como foi no Atlético Mineiro, e não obteve sucesso. Dorival Júnior foi demitido do Santos porque o time não avançava e foi para o São Paulo. O tricolor paulista continua patinando porque o jogo do time não encaixa. Cuca chegou ao Palmeiras como o melhor técnico da atualidade e o time também patina com maus resultados. Será que a solução do Flamengo é trocar de técnico?

Hoje, pelas condições construídas pelas críticas desmedidas, talvez seja necessário que Zé Ricardo se preserve.  Talvez, por sua integridade, se faça necessário afastar-se do clube, mas tenho dúvidas se com chegada de um novo técnico venham imediatos resultados positivos. De qualquer maneira, o clima criado aumenta a instabilidade no clube e, consequentemente, no time. Diego precisa jogar mais, mas ele é um grande jogador e chegou a ser o melhor do time. No momento apresenta algumas dificuldades, mas será que precisamos instabilizar o emocional do jogador? Vaiando Diego vamos faze-lo jogar mais? Nós formamos a maior nação de torcedores no Brasil. Temos orgulho disso. Podíamos ser também a torcida que melhor recebe torcedores visitantes; a torcida que promove a paz nos estádios e nas ruas; a torcida criativa que incentiva o time com cantos variados, mas jamais uma torcida que diz que o clima vai ser infernal caso o time não apresente resultados positivos. É ruim, eu sei. Resultados negativos geram intrigas, chacotas, mas se apoiamos o time vamos sair rápidos dessa situação. Piorar o ambiente não vai ajudar em nada.

O amor que sentimos pelo Flamengo precisa ser incondicional ou não será amor, mas puro jogo de interesses. Não precisamos concordar com comentaristas de televisão só para ter mensagem visualizada na tela da TV; não precisamos entrar na “onda” de “exigir” troca de jogadores porque eles querem. Precisamos confiar na capacidade de quem ta dia-a-dia treinando técnica e taticamente o elenco para obter o melhor time e, com nosso apoio, os melhores resultados. O que precisamos entender é que só perde gol quem tenta fazer gol; só não erra quem está no banco e não estamos vendo ninguém no time fazendo corpo-mole. A hora é de mostrar que de fato AMAMOS o Flamengo apoiando o time, a comissão técnica e a direção. Clima tenso e instabilidade só interessa aos adversários.

Um dia depois

dcmOntem muito atarefado e ausente da internet não fiz uma homenagem ao jornalista Paulo Nogueira de quem aprendi a gostar e a acompanhar através do Diário do Centro do Mundo – DCM. Apesar de já se ter passado mais de 24 horas o faço agora deixando aqui expresso meus sentimentos de pesar à família e aos amigos. Paulo foi, para mim, um grande defensor da Democracia e do Jornalismo essencialmente factual.

O Brasil perde um grande Jornalista e os aspirantes ao jornalismo tem um dever de analisar seu legado para recuperar o prestígio da profissão.

Particularmente sentirei falta de seu trabalho.

A inocência estúpida da esquerda

P2

Policiais camuflados de manifestantes. Eles provocaram os quebra-quebras.

Aos poucos a gente vai descobrindo como agem os fascistas. Muito provavelmente os policiais que atiraram nos manifestantes que defendem a Democracia e seus direitos trabalhistas são os mesmos que fornecem armas e munição para o crime organizado. Agora nos apareceu a informação de que esse grupo (foto) não são manifestantes em defesa da Democracia e dos direitos trabalhistas, mas policiais que infiltrados provocam a baderna propositada para justificar a ação violenta, criminosa e servil da Polícia Política Militar.

Mas isto também revela uma outra face: a inocência estúpida da esquerda no Brasil. Geralmente esses movimentos não possuem apenas uma liderança. São muitas, até para dificultar a ação dos repressores. Entretanto os manifestantes não podemos nos permitir não ficar vigilante e denunciar possíveis suspeitos de estarem infiltrados e até agir energicamente para expulsá-los do movimento. nota: agir energicamente não significa ser violento como eles, mas exigir que se coloquem do lado oposto para evitar que provoquem o tumulto e a desordem que sempre fazem.

Não é de estranhar que policiais corruptos se prontifiquem a lutar contra o povo. O objetivo deles é garantir o direito de praticar a corrupção sem serem molestados, ainda que para isto usem da arma fornecida pela corporação para atirar impiedosamente contra manifestantes… desarmados. Me dizem os arautos da ordem e da “justiça”: mas os manifestantes atiram paus e pedras. Ora! Comparar paus e pedras com um projétil de chumbo que pode matar instantaneamente se mostra um tanto desproporcional. Não há confronto entre um grupo de manifestantes contra a polícia. A Polícia usa desse argumento para praticar o que chamamos de limpeza social. Eles estão a serviço de uma casta comprovadamente corrupta. Basta ver o que se passa no Congresso Nacional; na insistência do presidente golpista em se manter no governo e nas ações do juizeco de Curitiba. Não. Eles não lutam contra a corrupção. Prova disso foi que Sérgio Moro acaba de declarar inocente a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha por falta de provas, mas a obrigou a devolver meio milhão de Reais por ser fruto de roubo. Como assim falta de provas se o que ela vai devolver, segundo a vossa interpretação, Sr. juiz, é produto de roubo?…

Então a polícia política está a serviço da proteção aos corruptos e pelo direito de praticarem a corrupção sem serem incomodados. Daí se infiltram nas manifestações e agem propositadamente para causar o rebuliço que justifique a ação criminosa da Polícia política. Nós precisamos nos manifestar -e domingo tem mais na praia de Copacabana- olhando atentamente os que estão do nosso lado e, ao identificar atitudes suspeitas, denunciar imediatamente para que os manifestantes o coloquem no seu devido lugar. Se possível, desarmando-o, desmascarando-o e expondo-o ao público para que sua caricatura seja persona non grata nas manifestações. Nós podemos fazer isto. O que me causou estranheza é que esse grupo de policiais se articularam tranquilamente entre os manifestantes e mesmo o sujeito que os fotografou não os denunciou para que a massa pudesse expulsá-los de lá.

Precisamos estar mais atentos. Não podemos nos permitir a erros tão infantis ou estaremos fadados a implosão dos movimentos em defesa da Democracia, pelas Diretas Já!, e em defesa dos direitos dos trabalhadores.